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Voice Search: os movimentos do Google para concorrer com a Amazon

17/09/2018

Poucas concorrências tem chamado tanto a atenção nos últimos tempos quanto a batalha entre Google e Amazon. Tudo começou em 2014, quando a gigante do e-commerce mundial anunciou o lançamento do assistente virtual Amazon Echo, tornando-se a primeira empresa a oferecer uma solução de comando por voz com um dispositivo dedicado.

Até então, estávamos acostumados a assistentes virtuais agregados a smartphones e tablets — detalhe que por si só já indica a investida da Amazon. Preocupado com o sucesso da tecnologia, o Google tem feito de tudo para pelo menos concorrer com a solução. Veja os motivos dessa ameaça e o que o buscador tem feito para frear o avanço.

Por que a Amazon Echo se tornou uma ameaça para o Google

Podemos afirmar que a Amazon mirou em um alvo certeiro ao lançar seu gadget, já que o foco do seu uso é doméstico. Representado pelo Alexa, o assistente virtual responde a uma variedade de comandos simples a avançados, como tocar músicas e converter medidas.

Novidades mais recentes mostram que a Amazon ainda tem fôlego. Um deles é um recurso que reproduz conversas e simula a presença dos donos da cara para afastar ladrões. Já o segundo anúncio foi a integração com a Cortana, assistente virtual da Microsoft.

Apesar de a Amazon ter dominado o mercado de alto-falantes em 2017, pesquisas indicam que o Home, assistente do Google, superou a participação de mercado do Echo. No início de 2018, enquanto a Amazon tinha 24,5% de market share, o Google apresentava 32,3%.

O que o Google tem feito para conter a concorrência da Amazon

A Amazon já foi alvo do Google diversas vezes. Em janeiro de 2018, a empresa impediu que o YouTube fosse assistido pelo Amazon Fire TV, dispositivo que rivaliza diretamente com o Chromecast. A Amazon não deixou barato. Em maio, anunciou que transformará 15 residências modelo nos EUA em salas de exposição, chamadas Amazon Experience Centers, para educar os consumidores em seus dispositivos com Alexa.

Desde o ano passado, as empresas não têm nem mesmo disfarçado a guerra entre seus assistentes virtuais. O que começou com uma disputa sobre qual dos dois conseguiria comandar mais equipamentos domésticos virou uma campanha agressiva de marketing do Google, com parcerias milionárias para barrar a Amazon. Veja o que mais tem sido feito.

Comandos em espanhol

O Google Home já tinha a capacidade de ouvir diferentes sotaques do inglês, além de funcionar em alemão, francês e japonês. Em julho de 2018, o gadget passou a ouvir e a responder solicitações em espanhol.

Com essa nova função, o objetivo do Google é conquistar espaço tanto nos Estados Unidos quanto em mercados como Espanha e México. Para isso, estão sendo oferecidas três versões do idioma, uma para cada região.

Alto-falante com tela embutida

Uma das versões mais recentes do assistente virtual da Amazon é o Echo Show, que apresenta uma tela touchscreen de 7 polegadas. Rumores dizem que o Google está preparando seu próprio alto-falante.

Segundo as informações da Nikkei Asian Review, periódico asiático sobre tecnologia, o gagdet está previsto para ser lançado ainda em 2018 e contará com um lote inicial de 3 milhões de unidades. O Google não confirma.

Combinação de diversas linguagens

Em conferência realizada no mês de maio, o Google anunciou que, em um futuro próximo, os usuários poderão assistir ao YouTube e ao YouTube TV em dispositivos de exibição inteligente acionados pelo Google Assistente.

Executivos de mídia de todo o mundo afirmam que essa mudança poderia ajudar o Google a finalmente desestabilizar a Amazon, já que de seus serviços apresentam uma abrangência muito maior.

De acordo com, Steve Beatty, vice-presidente de mídia da iProspect, a combinação de voz, busca, vídeo e TV em um único dispositivo traz mais vantagem ao Google. Confira o artigo completo publicado pelo Digiday!

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