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Vivemos a época do comércio a qualquer hora e em qualquer lugar

27/06/2018

Vivemos a época do comércio a qualquer hora e em qualquer momento.  Hora de entender como isso tudo funciona em uma teia de diferentes plataformas conectadas, em todas as horas do dia.

Comércio Conectado

É quase inacreditável, mas um relatório do eMarketer já dizia que, no final de 2016, 43% da população do mundo fez algum tipo de compra on-line.

Com receitas atingindo cerca de US$ 4 trilhões em 2020, o e-commerce continua como uma das áreas que mais evoluem no cenário digital.

Demandas de consumidores de e-commerce também estão mudando num ritmo alucinante, com grandes expectativas em relação à experiência, serviço, precificação e entrega. As marcas precisam acompanhar consistentemente essas demandas se quiserem continuar como um player forte no mercado de e-commerce.

Estratégias de Branding e Performance se aproximam enquanto as mídias se tornam “compráveis”

Muitos comerciantes pensam em diferenciar suas comunicações e dividir seus orçamentos entre branding e performance.

Com o ponto de engajamento e o ponto de transação tornando-se cada vez mais próximos, anunciantes precisarão procurar formas de falar da marca usando formatos de performance (e vice-versa). Novas soluções de mídia estão surgindo para permitir que marcas maximizem a sua comercialização através de formatos tradicionais de branding.

Quando Facebook, Pinterest, Google e outros estiverem preparados para oferecer ainda mais formatos para transações em suas plataformas, viveremos em um mundo com muitas opções de compras. Desta forma, as marcas precisarão aprender a inspirar e persuadir o consumidor ao mesmo tempo, maximizando assim a transação dentro de ambientes externos.

Case Study: Ted Baker

A marca de moda Ted Baker lançou um vídeo que permite aos usuários clicar e comprar itens instantaneamente. O vídeo aumentou as vendas em 30% dos produtos mostrados. Baseada neste sucesso, no último trimestre de 2016, a marca lançou um vídeo interativo de três minutos dirigido por Guy Ritchie mostrando roupas de sua coleção de outono/inverno.

O envio de mensagens cresce e, junto com ele, o comércio conversacional

Apps de mensagem tiveram um crescimento enorme durante os últimos anos e agora superam redes sociais em termos de número de usuários mensais ativos.

Portanto, as mensagens representam uma das maiores áreas de inovação no comércio, e grandes aplicativos de mensagem como o chinês WeChat mostraram o caminho. Enquanto em muitos mercados são oferecidos apps separados para redes sociais, chat e comércio, o WeChat oferece tudo por meio de uma só plataforma. Há também mais de 10 milhões de pequenas empresas com contas na plataforma WeChat para transacionar seus produtos e serviços.

No mundo ocidental, o Facebook está liderando o desenvolvimento de um modelo semelhante ao chinês no seu aplicativo de mensagem. O Facebook Messenger, em alguns mercados, permite pedir um Uber ou completar uma compra através do app. Esperamos que o Messenger se torne ainda mais sofisticado com maneiras novas e exclusivas para anunciantes interagirem e comercializarem com clientes em potencial. As marcas, por sua vez, precisam pensar em buscar parcerias com plataformas como Messenger ou WeChat e como deverá ser a experiência do usuário dentro do app de mensagem versus seu aplicativo atual. Também pensam cada vez mais sobre como combinar vendas e serviço dentro de um app de mensagem.

Case Study: Spring Shopping

Spring, varejista de moda on-line de Nova York, foi uma das primeiras marcas a entrar no comércio conversacional no Facebook, lançando um bot de tomada de decisão que ajuda o consumidor a decidir quais roupas comprar e até mesmo finalizar a transação dentro do ambiente de mensagens.

Comércio sem fronteiras abre novos mercados e oportunidades para marcas

À medida que o mundo se torna mais interconectado, o comércio sem fronteiras oferece grandes oportunidades para as marcas crescerem.

Com as oportunidades, vêm desafios. Práticas tradicionais de e-commerce não se aplicam necessariamente a regiões com diferentes comportamentos de compra. A Índia, por exemplo, é atualmente o mercado que cresce mais rapidamente no mundo, mas somente 1% da população tinha um cartão de crédito em 2016, o que significa que pagamento em dinheiro na entrega era o meio mais utilizado. A adaptação a esse comportamento permitiu à FlipKart, uma potência no e-commerce local, um crescimento de 400%. Recentemente, depois de um investimento significativo, a Amazon recuperou sua participação no mercado indiano, mudando sua abordagem para agradar o comportamento do usuário local. O mercado chinês, responsável por 47% de todo o e-commerce global, tem uma história similar. Entendendo nuances locais de UX e preferências por tipos de produto e delivery, o Alibaba conseguiu expulsar o eBay da China e transformou-se numa potência global de e-commerce. O app de compras do Alibaba já era uma dos 10 maiores apps de compras na Europa e nos EUA. Outros apps chineses, como Wish, também ganharam força fora do seu território.

Para realmente explorar as oportunidades do e-commerce sem fronteiras, as marcas devem prestar atenção não apenas nos “juggernauts” (líderes) globais, mas também nos novos players do comércio eletrônico, que oferecem escala em mercados emergentes e, cada vez mais, nos mercados desenvolvidos também. Isso exige flexibilidade e agilidade em métodos de pagamento, estruturas de precificação e entrega.

Case Study: Burberry

A Burberry foi uma das primeiras marcas de luxo a lançar uma loja no e-commerce chinês TMall. Esta presença abriu uma nova oportunidade de receita para a marca, tirando proveito do mercado lucrativo da China. O primeiro ano já mostrou grandes resultados, como o aumento do ticket-médio e da receita.

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